Opinião

País do Futebol ou País da Maracutaia?

Façam suas apostas. Que enquanto a bola rola solta, o saldo, que é não é de gols, só faz aumentar. E quem paga a conta é você!

Há quem diga que a vitória do Brasil, no campeonato mundial de futebol, são favas contadas, a julgar pela eliminação precoce das seleções da Espanha e Itália parece que a suspeita procede. No entanto, é preciso levar em consideração outras variantes. Os mais temerosos arriscam dizer que caso contrário, ou seja, se houver derrota, o Brasil vai assistir a uma revolta nacional, a exemplo da vista, recentemente, pelas ruas de todo o país.
Se naquela ocasião o movimento foi marcado pela civilidade, salvo algumas exceções, e muito por conta da ação dos black blocs , dessa vez não seria bem assim. Por falar neles, antes do início da copa do mundo, alguns integrantes do movimento declararam guerra ao governo vigente. E prometeram tumultuar o campeonato, consoante ao caos que impera no país em se tratando da educação, transporte e saúde pública. Algumas ações, devidamente camufladas pela mídia, claro, de fato aconteceram. Mas, pouco foi noticiado, por que será?
Não me leve a mal, caro leitor, este não é um discurso contra a copa. É um discurso a favor da livre expressão, tão comumente cerceada em nosso país, mas de maneira sutil. Até por que, não vejo problemas em torcer pela seleção canarinho, o que muito me admira é fechar os olhos para as demais questões que circundam o país. Num tempo de humores acirrados e ‘coincidentemente’ em ano eleitoral.

Por: NSB
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(Se) ser um homem feminino não fere o meu lado masculino, por que da violência? Responda quem puder!

Na última semana me deparei com uma frase numa dada rede social que dizia o seguinte, não sei a autoria: “O papel feminino é claro, e reflete a sociedade: vistas, sim. Ouvidas, nem tanto.” Essa afirmativa me fez rememorar dados divulgados recentemente pelo IPEA e que dão conta da discriminação sexista que ainda impera em pleno século XXI. E que esta coluna antecipou a discussão mês passado, pouco antes dos dados serem divulgados e amplamente difundidos em meio midiático e também nas redes sociais. Aliás, novo mecanismo de interação humana e meio eficiente, porém muitas vezes não seletivo, de botar (literalmente falando) à boca no trombone.
Mas, voltemos ao assunto em questão: A violência contra a mulher. Essa que muitas vezes vem à tona de maneira sutil, mas que está presente em boa parte dos lares brasileiros. Mais perto de nós do que se imagina. O que mais assusta nos dados divulgados, a meu ver, é o fato da maneira (ir) racional com a qual lidamos com essa questão. Parece-nos justo a mulher ser vítima não só de violência sexual, mas de muitas outras formas de agressão não velada. Vale dizer que é senso comum a assertiva que diz: Mulher que não denuncia gosta de apanhar. Será mesmo verdade? Acho que não!
É preciso considerar diversos fatores antes de sair por aí fazendo este tipo de afirmação. A condição de submissão a que nós mulheres estivemos sujeitadas durante anos talvez tenha ensejado em nosso subconsciente valores machistas. Sim caro leitor, a culpa não recai apenas sobre o sexo oposto, afinal de contas muitas vezes nós mesmos trazemos conosco preconceitos enraizados e que passam despercebido, mesmo entre os públicos mais ‘descolados’. A própria pesquisa divulgada pelo IPEA aponta para isso, tendo em vista que boa parte das entrevistadas eram mulheres. Mas então eu me pergunto: O que fazer para definitivamente mudar a mentalidade dessa sociedade patriarcal e machista?! Abrir a discussão já me parece uma saída lógica e pró-eficiente. Mas é preciso ir além, tomar não só consciência desse câncer que assola o seio de nossa sociedade, mas também criar políticas públicas voltadas para a mulher e principalmente não tentar negar o óbvio.
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Como nossos pais, A família do século 21 já não é a mesma

Mudanças socias determinam o futuro desse 1º núcleo social

No último dia 15 de maio foi comemorado o dia internacional das famílias, data criada pela ONU em 1997. Vale lembrar que não existe um consenso universal sobre o que seria família e nos últimos anos isso tem se tornado cada vez mais difícil de definir. Até por que se observa na modernidade novos arranjos sociais e que incidem diretamente sobre a família. A legalização do divórcio na década de 80 começou a interferir neste cenário. Já que a partir disso foi possível a concepção de novas unidades familiares, de pais (e mães) que passaram a morar com outras pessoas e que, por conseguinte traziam consigo filhos frutos de uma união anterior. A inserção massiva da mulher no mercado de trabalho deu a elas mais autonomia e condições de se torarem provedoras do lar. A liberação sexual, e posterior legalização de uniões homoafetivas, trouxeram à tona novas conjecturas, onde pessoas do mesmo sexo passaram a ter o direito a viver juntas sob o mesmo teto e de adotar e/ou gerar filhos de forma artificial. Todas essas mudanças na lei e no imaginário coletivo instalaram uma nova percepção de família. E isso se reflete na sociedade e vice-versa. Mais importante do que a definição engessada de um patrão de família é a influencia que esse primeiro núcleo social exerce sobre os seres humanos. A sua correta observação pode induzir a criação de novas leis que visem assegurar direitos iguais a diferentes núcleos familiares, independente de credo, condição sexual e/o social.

NSB
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Mulher: Símbolo nacional ou sexual?

As mulheres já representam 51,5 % da população mundial e estão presentes em praticamente todos os segmentos de trabalho. No entanto, ainda ganham cerca de 30% menos que os homens. Também é sabido que a sociedade brasileira tem passado por profundas mudanças em termos de organização familiar, isso desde a década de trinta. Atualmente elas são responsáveis por 37,3 % dos lares brasileiros.
Sem dúvida temos assistido a uma verdadeira revolução feminina, que atinge diversas esferas sociais. A liberação sexual, a descoberta da pílula anticoncepcional, o direito ao voto… Tudo isso deram mais autonomia a mulher, no entanto, ela ainda é vítima de preconceito. Tanto é que os níveis de exigência em termos profissionais são bem superiores ao dos homens, isso por que é preciso superar a desconfiança do sexo oposto. Que por vezes a expõe a situações constrangedoras no ambiente de trabalho, não são raros os casos de assédio moral e sexual. Isso sem contar o número absurdo de violência doméstica a que estão sujeitas, estima-se que morrem por ano cerca de cinco mil mulheres (uma a cada 1h e meia é vítima de violência, segundo o Ipea) e cujos algozes são seus próprios companheiros.
Por todas essas razões é que se chega à conclusão que apesar de todas as conquistas há muito trabalho a ser feito, em termos de conscientização junto a essa sociedade, predominantemente machista e patriarcal. Em que a figura feminina ainda é associada a objeto sexual, basta olhar rapidamente as campanhas publicitárias de diversas cervejas pra se constatar isso. Sem contar o fato de o Brasil ser visto no âmbito internacional como o país em que impera a prostituição (por que será?!). Tal parâmetro precisa mudar, não só por que hostiliza a população feminina e envergonha a nação, mas por que revela no fundo alguns problemas de ordem social e política. A prostituição infantil é apenas uma, entre tantas outras questões que emergem deste quadro vexatório, não adianta tapar os olhos pra essa realidade é preciso coragem para admitir o problema e consciência pessoal para pensar conjuntamente maneiras de reverter à situação, ainda mais em tempos de campeonatos mundiais sediados por aqui, no qual o país estará ainda mais em foco. O que queremos de fato mostrar para o mundo? Fica a reflexão!

NSB
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Ação dos black blocks, manifestação legítima ou pura expressão de vandalismo?

O tema é polêmico e divide opiniões, não sem razão. Afinal, é mais do que notório que o poder instituído nem sempre dá conta de refrear ações criminosas e que colocam a população na linha de fogo. O maior problema é: como definir quem são os mocinhos e os vilões nessa história? Que a população muitas vezes se sente refém e nas mãos do poder paralelo não resta dúvida. Assim como o fato da polícia nem sempre dar conta de proteger o cidadão, este estado de anomia é propício para a emersão desses auto-intitulados justiceiros, cuja lei vigente é a do olho por olho, dente por dente. A questão é: isso não levaria ao caos? Uma vez que não se têm delimitado noções éticas e morais do que é legítimo e/ou correto. E quais sanções infligir à bandidagem, uma vez que o limiar que separa vilão de mocinho é tênue. E não há limites na busca pela ‘justiça’ a todo custo, aliás, esse impulso de fazer justiça com as próprias mãos me parece muito perigoso, pois juízo de valor é algo bastante particular. E em nome disso se cometem absurdos como o assistido recentemente no Rio de Janeiro, quando um adolescente vai amarado nu em plena rua numa intenção clara de gerar constrangimento, sem contar o assassinato brutal do cinegrafista da Band e quando não a depredação de patrimônio público e linchamentos. Seria isso algo natural? Creio que não, assim como também não acredito ser aceitável o fato do congresso querer sancionar leis que visem coibir as manifestações (diga-se de passagem, expressão de cidadania assegurada por lei). Até por que os levantes populares tem se tornado cada vez mais comuns, teria a população acordado para a dura realidade que nos cerca: Uma terra sem lei, ou melhor, onde impera a lei de dois pesos e duas medidas para (quase) tudo?! Fica a reflexão.

NSB
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Trânsito: A ante-sala do caos

Vidas ceifadas na flor da idade, ao acaso, na volta de mais uma noitada que deveria ser de diversão e acaba em tragédia. São reflexos diretos de uma sociedade cujos valores tem se perdido em meio a estatísticas que crescem a cada dia. E cuja recriminação beira a comédia pastelão, dada a impunidade que impera em diferentes esferas e também no que tange as leis (ou ausência delas) de trânsito.

Não existe rigor e a fiscalização é ineficiente, pois se trabalha numa frente que visa apenas coibir excessos ao invés de conscientizar as pessoas sobre quão danosa, certas atitudes de irresponsabilidade ao volante podem causar não somente a vida do outro, mas a sua própria. E dessa violência no trânsito emergem outras questões adjacentes como o uso exacerbado do álcool e sua associação irremediável com o prazer que quase sempre termina mal: Lesionando pessoas, mutilando tantas outras e matando as pencas outras mais, ano após ano. A impressão que temos é que tais fatos orbitam noutra freguesia, distante de nós. Meros mortais, mas que se sentem acima do bem e do mal, sim por que só isso justifica pegar num volante tendo ingerido bebida alcoólica. Essa falta de noção por si só também coopera para culminar em desfechos trágicos noticiados volta e meia na teve. A ficção em si, via de regra, reforça esse hábito tão enraizado em nosso seio social, ao imbuir status de cara descolado a todos aqueles que vivem perigosamente, fato até certo ponto natural, já que como dizem alguns a arte imita a vida.

Mas será que existe salvação? Uma coisa é certa, enquanto não houver profundas mudanças na ideologia e/ou punições mais incisivas o festival de horrores tende a continuar. E neste espetáculo da vida real todo mundo perde: Alguns sonhos, outros a vida!

Por: NSB
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September-11
Manhã de setembro que entrou pra história e criou um imbróglio na nação do tio Sam.

Onze de setembro, uma data pra sempre guardada em nossa memória. Eu seria capaz de me lembrar com exatidão de onde estava no momento em que o ataque as torres gêmeas nos EUA aconteceu. Acredito que a maioria das pessoas também. E de como fiquei estarrecida ao assistir ao vivo o choque do segundo avião contra o World Trade Center.

Algo que ainda hoje choca, seja pela perplexidade diante daquele ato terrorista e que roubou muito mais que vidas, mais sonhos. Ou pura e simplesmente pelo que ele representou em si ante a supremacia norte-americana. As vidas ali ceifadas causaram uma comoção de projeção internacional, sem dúvida, mas os Estados Unidos nunca mais seriam o mesmo depois daquele dia fatídico. Fechou-se ainda mais o cerco contra os imigrantes, em potencial, para aquele país e o governo do então presidente George W. Bush se viu no direito de cometer atrocidades em nome do seu orgulho ferido. E caçada ao mentor desse verdadeiro apocalipse Osama Bin Laden teve início, no entanto, só veio a lograr êxito dez anos mais tarde. Numa operação ainda hoje tida como nebulosa já que o corpo do terrorista nunca ‘desapareceu’.

Mas, se a princípio, a hegemonia norte-americana ficou arranhada isso não durou muito tempo. Outras ações que se sucederam dão conta da filosofia extremamente nacionalista que impera naquele país. Exemplos? Invasão ao Iraque, seguida da morte de Saddam Hussein; Ataque a Síria em resposta ao uso de armas químicas mesmo a ONU sendo contrária a isso em ambos os casos; E mais recentemente o vazamento de informações dando conta do serviço de espionagem orquestrado pelos Estados Unidos em nações, inclusive o Brasil. No final das contas o que a gente se pergunta é: Será mesmo necessário o uso de força bruta a fim de resolver questões políticas e de segurança internacional ou isso é um pretexto para ensejar a barbárie no qual impera a máxima: Olho por olho, dentre por dente? Vale a reflexão!

Por: NSB
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Represália a médicos cubanos tem caráter xenofóbico

E medidas emergenciais adotadas pelo governo federal, com o programa “Mais Médicos”, demonstram o tipo de medicina praticada no Brasil: Curativa e não preventiva. Já que questões ligadas à falta de infraestrutura não foram levadas em conta.

Um dos pilares fundamentais de uma nação desenvolvida é sem dúvida, a educação de qualidade, alinhada a moradia digna e o acesso à saúde pública eficiente. E nesse sentido algumas medidas vêm sendo tomadas aqui no Brasil, a fim de sanar esta lacuna (Será?!). Em se tratando de saúde pública, foi definido pelo governo federal um pacote de medidas. Dentre eles o que preconiza a destinação de boa parte dos royalties do petróleo para este setor. Outro ponto bastante controverso, da alcunha da presidente Dilma Rousseff, autoriza e/ou indica a contratação de profissionais de saúde estrangeiros para atuar em áreas sem cobertura médica. Não bastasse o burburinho em torno dessa questão, que dá margem a uma série de discussões. Seja por conta da qualidade do atendimento prestado (pois esses profissionais não serão submetidos ao Revalida, exame que testa os conhecimentos médicos e cujo índice de reprovação alcançou 92% nas últimas provas) ou mesmo pela falta de interesse dos profissionais brasileiros de atuar em localidades mais remotas do país. Até questões mais ácidas como a negativa dos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) de subsidiar a atuação clínica destes contratados (eles terão um registro profissional provisório). Existe ainda o fato desta classe ser rechaçada pela comunidade médica local (fruto de uma ideologia altamente corporativista, garantem alguns).

Agora eles também foram alvos de uma ação extremamente preconceituosa e ao mesmo tempo reveladora. Uma vez que demonstra a mentalidade tacanha que ainda fundamenta o cerne da nossa sociedade. O que leva uma jornalista a dizer que: “essas médicas cubanas tem cara de empregadas domésticas (…). Médico geralmente tem postura, tem cara de médico, se impõe a partir da aparência (…)”. O que será que ela quis dizer com isso? Ou melhor, o que essa frase infeliz e imbuída de preconceito revela? Que empregada doméstica não tem postura, não tem valor? Seria o que, um mero ‘artigo doméstico’? Sim, por que foi justamente assim que eles foram vistos e tratados por muito tempo, algo que ainda remete aos tempos da escravidão. Um absurdo! Fora que médico não precisa de postura, boa aparência (sim, por que é justamente isso que se deduz pelas falas dessa criatura). Precisa de conhecimento, de respeito à vida humana, de amor à profissão. Esse é o x da questão. No entanto, aqui temos mais uma expressão clara de xenofobia. É bem verdade que falta-infraestrutura na rede pública de saúde, quem depende do SUS conhece bem essa realidade, mas isso não justifica a agressão gratuita a quem vem ao país com único intento de trabalhar. Todo esse furor deveria ser destinado a quem orquestrou a vinda destes profissionais ao Brasil, a saber, o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota. No entanto, fica aqui outra reflexão: Se é mesmo verdade que o Brasil dispõe de 2,0 médicos por 1.000 habitantes, segundo consta no último senso de demografia médica do Conselho Federal de Medicina. E que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda 1.0 médico por 1.000 habitantes, portanto, o Brasil estaria acima da média, por que existe uma carência desses profissionais em áreas mais remotas e carentes do país? Seriam mesmo os médicos brasileiros os únicos responsáveis por isso ou a culpa é do governo federal que se nega há mais de dez anos a criar “um plano de concurso público com carreira de estado para os médicos, nos moldes dos que ocorrem com juízes, que teriam estabilidade e garantia de carreira para se fixarem no interior com suas famílias”? Fica a dúvida e o show de horrores segue…

POR: NSB

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Nióbio, metal vale mais que ouro, mas no Brasil é vendido a preço de banana

Tudo graças à desinformação e/ou pelo conflito de interesses. Eu me explico: Apesar das três maiores reservas do planeta estar em solo brasileiro, uma em Araxá (MG), outra em Catalão (GO) e terceira em São Gabriel da Cachoeira (AM), quem tem dado as cartas por aqui são os ingleses. O metal é raro e é utilizado na indústria aeroespacial, ou seja, na construção de foguetes e satélites. O que talvez justifique o tamanho interesse estrangeiro nas jazidas no Brasil. Documento secreto do Departamento de Estado americano, vazado pelo site WikiLeaks em 2010, incluiu as minas brasileiras de nióbio na lista de locais cujos recursos e infraestrutura são considerados estratégicos e imprescindíveis aos EUA. A produção local corresponde a 98% de todo o nióbio disponível no planeta. Mas, pasmem! Os investimentos em educação, saúde e transporte púbico que poderiam ser financiados com a exploração comercial deste metal, que é mais valioso e resistente que o ouro, acaba sendo embolsado por atravessadores. Muitos deles oriundos da própria Funai, pois algumas jazidas de nióbio estão em reservas indígenas. Aliás, os índios são aliciados por esses agentes corruptos promovendo a venda irregular do metal e o pior, a preço de banana. Isso suscita uma discussão maior no que concerne a nossa colonização, pautada na exploração, antes de jazidas de ouro e prata, e claro do pau-brasil, por Portugal e agora por tantas outras nações. O ranço histórico parece permear ainda as negociações financeiras firmadas pelo Brasil, ficamos sempre em desvantagem, chupando o dedo. O dinheiro entra, mas não é investido por aqui, enquanto isso a população padece. Já em outra parte do globo, a ínfima reserva de nióbio que corresponde a apenas 2% no Canadá, se converte em obras de infra-estruturar que beneficiam seus cidadãos. Aliás, a critério de informação, este país possui um alto índice de desenvolvimento humano, por que será? É preciso romper com esse hábito lascivo de exploração consentida e deixar de subjugar-se ao interesse de outros países, mas priorizar o nosso. Afinal, são eles que carecem dos nossos recursos naturais para promover avanços tecnológicos. Angariando notoriedade e dividendos ao custo das nossas reservas, e não o contrário. Este é apenas um exemplo, existem muitos outros. E a discussão é pra lá de oportuna, principalmente num momento em que se tem sido alardeado aos quatro ventos que o “gigante acordou”, será mesmo?! Não podemos nos desvencilhar de grades cuja existência desconhecemos. A pátria Brasilis tem sim condições de ser uma nação rica e desenvolvida, basta querer, recursos pra isso não faltam. Mas, isso só pode ser feito por meio de pressão popular, de gente esclarecida que sabe pelo que está lutando e pra onde vai. Caso contrário qualquer movimento se torna vazio, acéfalo. É preciso cobrar dos governantes movimentos democráticos neste sentindo, com investimentos a partir de fundos oriundos desses recursos naturais. Provenientes não de outras freguesias, mas dessa terra abençoada, que como disse Pedro Vaz de Caminha certa feita: “Em se plantando tudo dá!” Até por que o quase ‘monopólio’ da oferta ainda não resultou numa política específica para o nióbio no Brasil ou programa voltado para o desenvolvimento de uma cadeia industrial que vise agregar valor a este insumo que praticamente só o país oferece. Na atual conjectura dos acontecimentos, que seja semeada então, na cabeça das pessoas, o interesse coletivo e político. Uma identidade cívica capaz de gerar bons frutos e reverter esse jogo. E tenho dito!

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Jornada Mundial da Juventude acontece em meio a momento tumultuado na política nacional e promete ser alvo de protestos

A Jornada Mundial da Juventude no Brasil acontece num momento estratégico para a Igreja Católica. Não só pelo fato de terem vazado, junto à mídia internacional, casos de abusos sexuais envolvendo padres e bispos. Mas também por conta da renúncia do ex-Papa, agora emérito, Bento XVI. Até por que essa saída ainda é considerada nebulosa, por muitos teólogos. Fruto talvez de um profundo descontentamento de Vossa Santidade com os rumos tomados pela igreja. Sendo assim, uma excelente oportunidade para o novo Papa se afirmar com líder, combativo e vigoroso, da igreja de São Pedro.

E num momento conturbado para a América Latina, em que emergem uma série de desafios de ordem política e social, que vem a ser também um desafio e tanto para o pontífice administrar. A legalização do aborto e do casamento gay é um desses assuntos importantes em pauta. O sincretismo religioso é outra questão de destaque, até por que o ‘cristianismo popular’ bebe dessa água, principalmente se levarmos em conta que a base da nossa colonização fora de povos afro-descendentes que trouxeram para cá seus ritos e costumes. E que ainda hoje exercem forte influência junto à sociedade. Não obstante, vale lembrar que já foi alvo de discussão junto ao senado a intenção de incluir nas redes de ensino público e particular a história da cultura afro-brasileira. Algo considerado muito relevante por alguns e visto com desconfiança e antipatia por outros. No entanto, é imprescindível salientar o vasto legado deixado por esses povos na cultura nacional. Além do mais, isso a meu ver, contribuiria para reconhecer no indivíduo sua capacidade de interação com a diversidade. Até por que a cultura negra está em tudo: na culinária, na dança, na música, na língua e também na religião.

Portanto, não sem razão esse evento católico acontece na América Latina, houve aqui uma grande debandada dos fies rumos a outras instituições cristãs, principalmente as igrejas pentecostais, que representam 60% da população evangélica. Êxodo que preocupa, e muito, a igreja católica, aliás, bem mais que aquele assistido na Europa, talvez quem sabe pelo fato do continente estar em crise financeira, o que certamente irá incidir negativamente nas doações feitas a cúpula da igreja. Por lá houve um aumento significativo de ateus e agnósticos, enquanto que no Brasil o caminho foi inverso. A vinda do pontífice também reforça os preceitos do documento final da Conferência de Aparecida, realizada em 2007, e que teve como um dos redatores o atual papa. O texto, com forte mensagem evangelizadora, prega que a Igreja vá até o povo, em vez de esperar que o povo vá à Igreja
Sem dúvida algo bastante relevante, principalmente se levarmos em conta que grande parte da população brasileira que se diz católica não participa ativamente da igreja. Ou seja, esse tipo de declaração acaba servindo apenas para evidenciar o fato da pessoa não ser agnóstica. Já nas instituições evangélicas existe uma identificação maior do fiel junto à instituição religiosa. E esta acaba ensejando mudanças concretas na vida deste indivíduo. Até por que, fundamentalmente, a igreja católica prega que mudanças sociais só são possíveis a partir de mudanças comportamentais do individuo. Portanto, estes católicos não praticantes são um público em potencial que a igreja quer de fato enredar para junto do seu rebanho. Sendo esse outro desafio para a igreja e que o Papa Francisco, ao que parece, quer abraçar. E ele vem fazendo isso ao criar uma empatia popular, pautada na humildade e quebrando a toda hora uma série de protocolos. Trata-se de uma nova postura missionária do pontífice, ligada aos pobres e oprimidos, que compõe não coincidentemente a grande massa popular da América Latina. Então, é fácil deduzir que a intenção da Jornada Mundial da Juventude é também criar uma identificação pessoal como parte de um todo, da igreja de cristo (no caso a católica).

Na esteira dessa questão estão os evangélicos, que prometem se mobilizar no sentido de protestar contra os gastos com a vinda do Papa Francisco ao Brasil. A intenção é fazer uma grande manifestação no Rio de Janeiro na véspera da vinda do pontífice à cidade maravilhosa. A meta é reunir mais de um milhão de pessoas contra os gastos públicos com a visita do líder católico, estimados em 120 milhões de reais. Algo bastante plausível, tendo em vista que diversas áreas de atuação estão mobilizadas para atender às demandas da Jornada Mundial da Juventude, entre elas: segurança, acomodação e locomoção. Enquanto isso assistimos, agora menos passivos, a falta de infra-estrutura mínima em áreas asseguradas pela constituição, como: acesso a educação (de qualidade), moradia (digna) e atendimento hospitalar (gratuito e eficiente).

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Artigo de Opinião
revolução
O país do futebol agora é também o país da mobilização

A tomada de Brasília foi simbólica na esfera nacional, mesmo havendo manifestações em diversas capitais. Provando por A mais B que um filho teu não foge a luta e ninguém mais quer saber de ficar deitado em berço esplendido. Até por que esses que aí estão são herdeiros da revolução.

As diversas manifestações que tem acontecido em várias capitais brasileiras nos últimos dias são sem dúvida uma expressão democrática e legitimada pela constituição. Mas é preciso levantar algumas questões acerca disso. Primeiro não existe prioridade social em se tratando do gasto do dinheiro público no Brasil, se assim fosse certamente marchas como essas não seriam necessárias pra pleitear direitos básicos, como ir e vir. Segundo, diversas bandeiras têm sido levantadas pelos manifestantes, a que ganhou mais relevância foi o aumento na tarifa de ônibus, em R$ 0,22 centavos. Sobre essa questão é preciso que se faça uma observação que me parece plausível, o fato do país ter optado por um sistema viário insustentável, haja vista que a frota nacional de veículos cresceu em cerca de 68% na capital paulista, ante um aumento populacional de 8%. Esses dados por si só demonstram o porquê do trânsito ter se tornado cada vez afogado e mobilidade urbana ter entrado num patamar de caos e de inviabilidade. A política nacional teve culpa nisso, na medida em que criou meios para a aquisição de veículos, como a redução do IPI. No entanto, debates políticos e, não menos ideológicos, são algo bastante complexo e, portanto não podem ser visto de maneira isolada. A todo um contexto em torno disso que vale ser discutido e levado em conta. Como por exemplo, o desafio que se impõe eminentemente aos poderes políticos instituídos democraticamente, sim por que esses mesmos representantes foram eleitos outrora por aqueles que agora se colocam contra a sua inércia e/ou o mau uso dos subsídios públicos. Até por que, diferentemente do que aconteceu em outros episódios recentes, em que a população se mostrou contrária, sem obter êxito como a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara e do Congresso Nacional pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), respectivamente. Dessa vez o buraco é mais embaixo, os governantes não tem como se manterem indiferentes ao clamor da população. Pois tais mobilizações refletem um descontentamento generalizado e em diversas questões.

A invasão dos manifestantes a Assembleia legislativa federal, símbolo do parlamento, é icônica. No entanto, vale lembrar que o que está em xeque não é o parlamento, mas sim questões cotidianas e que fazem o povo se perguntar pra onde vai o dinheiro público e por que se tem dinheiro pra investir em estádios e não em saúde, educação e transporte público? Certamente que os brasileiros não são contrários a eventos esportivos internacionais no país, até por que vibramos com a conquista e sem dúvida os turistas hão de trazer incentivos financeiros ao país. Mas o que se tinha em mente e fora prometido pelos governantes é que nós brasileiros usufruiríamos dos legados deixados pela copa das confederações, do mundo e das Olimpíadas. Mas, que legado seria esse, eu me pergunto? O padrão FIFA, como tem sido divulgado nas redes sociais deveria permear outras esferas no país como hospitais, escolas, etc.

Outra questão pertinente, ainda em se tratando de transporte público, é observar os modelos internacionais. A frota de ônibus é algo paliativo, acessório em países como França e Alemanha. Algo que poderia muito bem ser adotado no Brasil, mas o que se vê são metros ineficientes e/ou insuficientes pra demanda de pessoas que transitam por seus terminais diariamente, isso onde existem ou onde as obras não foram paradas e os gastos superfaturados, como em Salvador na Bahia. Outra coisa que tem sido ignorada é o fato das mobilizações fazerem parte do contexto nacional. Basta lembrar mais recentemente das Diretas Já na década de oitenta e dos cara-pintadas na década de noventa, que pediam o impeachment do governo Collor. Lembrando que naqueles tempos não havia tantos dispositivos a serviço a democracia, as redes sociais são o melhor exemplo disso, o fluxo de informação que circula na web e possibilidade de orquestrar ações conjuntas nunca foi tão fácil. E os protestos acontecem paralelamente, mas não coincidentemente a copa das confederações. O grito democrático ganha assim proporções internacionais e sensibiliza não só a opinião pública, mas enseja mudanças iminentes, nem que seja na ideologia nacional. Trata-se de uma movimentação que acaba sendo uma verdadeira escola cívica. É fato notório e difundido que não seria gasto nenhum centavo do dinheiro público na copa, esses investimentos viriam por meio de privatizações. O que não aconteceu na prática e tem gerado, em parte, todo esse tumulto. É preciso que haja mais transparência nessas negociações, o conceito precisa ser difundido e praticado. Os investimentos e/ou gastos devem ser explicados, por que do que jeito que a coisa vai à sensação que dá é que os partidos políticos deixaram de nos representar, afinal todos aplicam as mesmas medidas. Então, de tudo isso fica uma única certeza: o Brasil precisa antes de tudo é de uma profunda reforma política.

Por: Noriana Seefeld Behrend

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NET
O QUE NÃO DIZER, E/OU FAZER, NA INTERNET

OK, VOCÊ PODE ESTAR SOFRENDO, MAS NÃO PRECISA PASSAR RECIBO, MUITO MENOS ENCHER A TIME LINE DOS AMIGOS COM LAMENTOS SEM FIM E FRASES MELANCÓLICAS QUE VÃO ACABAR FAZENDO DE VOCÊ UM CHATO DE GALOCHA.
NINGUÉM TEM NADA A VER COM O QUE SE PASSA NA SUA INTIMIDADE, PORTANTO NADA DE SER INDISCRETO COM A SUA VIDA E MUITO MENOS COM A VIDA ALHEIA. PRA QUE DIABOS INFORMAR CADA PASSO QUE VOCÊ DÁ AO LONGO DO DIA? NINGUÉM ESTÁ INTERESSADO EM SABER SE VOCÊ FOI HOJE AO BANHEIRO OU NÃO. SOA PIEGAS E DE MAL TOM. ALÉM DE SER PERIGOSO, UMA HORA OU OUTRA, ISSO VAI DAR MERDA, LITERALMENTE FALANDO. OU VOCÊ ACHA MESMO QUE A INTERNET É UM LUGAR SEGURO E QUE VIDA DIGITAL É COMPLETAMENTE DIFERENTE DE VIDA REAL, MEU BEM, NÃO É. TÊM BANDIDOS À ESPREITA, AQUI E LÁ, NÃO SE ILUDA!

E NÃO VÁ ACHANDO QUE SÓ POR QUE VOCÊ É UMA PESSOA DESCOLADA, SAPIENTE E PRECAVIDA NUNCA VAI SER VÍTIMA DOS CRIMES, DITOS, DIGITAIS. NÃO HÁ RECURSO CIBERNÉTICO QUE DÊ 100% DE SEGURANÇA A NINGUÉM EM SE TRATANDO DE INTERNET. MAS HÁ ÍNDICIOS DE PERIGO: ADICIONAR DESCONHECIDOS, CLICAR EM LINKS SUSPEITOS, E ESCOLHER SENHAS ÓBVIAS SÃO ALGUNS DELES. SE LIGA!

EXIBICISONISMO É BOM EM FRENTE AO ESPELHO, MAS NADA DE FAZER CARAS E BOCAS E POSTAR ISSO NA INTERNET, VAI POR MIM, PODE DAR MUITA DOR DE CABEÇA. E LEMBRE-SE DE UMA REGRA SIMPLES, NÃO FAÇA EM MEIO DIGITAL O QUE VOCÊ NUNCA FARIA NO DIA-A-DIA, EXEMPLOS? SAIR GRITANDO EM PRAÇA PÚBLICA QUE FOI SACAR O DINHEIRO DO PAGAMENTO MENSAL, XINGAR OU OFENDER O OUTRO. A LEGISLAÇÃO CAMINHA PARA SANÇÕES MAIS SEVERAS EM SE TRATANDO DE CRIMES DIGITAIS: CALÚNIA E DIFAMAÇÃO SÃO GRAVES E VOCÊ PODE MORRER NUMA GRANA.

Autoria: NSB
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fardo emocional
Quem ama cuida, caso contrário: Cuide-se!

O gostar indica posse, algo descartável, que quando não serve mais você simplesmente joga fora. Já amar, ah… É bem diferente! Pressupõe doação, sacrifício. Fazer de tudo pela felicidade do outro, deixar o eu um pouco de lado e conjugar o nós. Parece óbvia a distinção entre ambos, mas não é! Principalmente em termos práticos, o que mais tem é gente por aí achando que uma coisa leva a outra, ou pior, que ama quando na verdade só gosta.
Biblicamente falando, temos que “o amor é paciente, tudo suporta, tudo crê”. Agora me responda você: É isso que vemos por aí nas relações em geral? Nem precisa pensar muito pra responder, não! O ciúme tem ganhado cada vez mais espaço no coração das pessoas e por quê? Simples, por que não se pode confiar em quem não se ama de verdade. O sentimento de posse, além disso, é egoísta e está ali camuflado de amor. Aliás, como as pessoas tem facilidade de dizer eu te amo, sai tão naturalmente. Mas será que elas realmente sabem o significado da palavra amor, ou melhor, tem noção do que esse sentimento de verdade provoca nas pessoas? Se levarmos em conta os ditos crimes passionais, eu acho que não!
Sem essa de que o amor e o ódio são faces de uma mesma moeda. Puro clichê! O amor não dá espaço a ressentimentos, mágoas e muito menos a vinganças. O amor é generoso, profundo, sublime, dom de Deus! Mais uma vez recorrendo à definição bíblica temos três tipos de amor: Ágape, Filia e Eros. O primeiro comtempla o amor que sentimos em relação à santíssima trindade, o segundo faz referência ao amor fraternal e o terceiro ao amor entre homem e mulher. Em nenhuma dessas definições o eu é maior que o ser amado, deve-se amar ao próximo como a si mesmo e a Deus sobre todas as coisas. E como amar o próximo se o amor-próprio estiver comprometido? Não só pela autodeturpação da sua imagem, mas principalmente, pela exacerbação do seu ego. Quantos narcisistas nós vemos espalhados por aí? Gente que se sente superior ao outros e faz de tudo pela sua autossatisfação pessoal, custe o que custar, doa a quem doer? Inúmeros! E na esteira dessa realidade surgem tantos desencontros, tantas frustrações, tanto desamor. Portanto, fique atento da próxima vez que ouvir um eu te amo, ele pode ser puro papo furado e no final das contas é você que vai ficar chorando sozinho! Agora que conhece os sinais, do gostar e do amar, eu te desejo não um amor pra recordar, mas um que te acompanhe pela vida inteira. Pois amor que é amor dura para sempre! Pense nisso!

POr: NSB
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Até que as brigas nos separem!

Ontem, assistindo a certo programa de tevê um dos assuntos debatidos me chamou muito a atenção: Príncipes que se tornam sapos e vice-versa. Algo bem familiar no campo da conquista, não?! Então fiquei pensando a esse respeito. Será que não haveria uma explicação menos emocional e mais racional pra isso? Na verdade sim, apesar dos corações partidos crerem o contrário. A paixão é sem dúvida marca indiscutível no começo de qualquer relacionamento amoroso, o motor propulsor que acelera os batimentos cardíacos e faz muita gente perder a cabeça, a linha, os limites. Mas… Depois de algum tempo, estudiosos falam de três meses a dois anos, esse frenesi se assenta. E o que antes era paixão desenfreada caminha, via-de-regra, para um sentimento mais sutil, porém não menos importante: o amor. Nesse momento é que as diferenças pessoais se evidenciam, os arroubos passionais dão lugar aos problemas que emergem do amadurecimento da relação. Tem gente que se assusta nessa hora e não consegue lidar com tais mudanças. Apesar de a mudança ser a lei da vida, e todos estarmos sujeitos a ela, nem sempre essa evolução natural termina no altar. Quando a paixão sai de cena é tempo de avaliar bem a relação, pesar os prós e contra. E é justamente aí que as mágoas aparecem, nem sempre o casal está em sintonia o suficiente pra bancar os desafios de uma vida a dois, principalmente quando o turbilhão de sentimentos trazem à tona mais preocupações do que prazer, algo bem diferente do começo de namoro. Questões comportamentais também devem ser levadas em conta nessa discussão. Tal como o fato da mulher idealizar muito mais a relação do que o homem. Temos uma tendência natural que aspira pelo romantismo. Já os homens, em contrapartida, são estimulados desde sempre a posturas ligadas muito mais a virilidade, a autoafirmação pelo sexo. Não que isso seja justificativa pra infidelidade ou coisa assim, no entanto não é possível desconsiderar esse fato. Mas como lidar com a situação? Manter a calma e usar de franqueza é sempre a melhor saída. A comunicação, assim como em todas as esferas da vida, evita muitas saias justas. Um bom relacionamento é feito de muita conversa e não só de carinho, isso não quer dizer que seja preciso a todo instante discutir a relação, mas é imprescindível falar o que desagrada no comportamento do outro ou apreender a conviver com isso. Afinal, somos todos seres humanos, com defeitos e predicados. Resta saber se você será capaz de lidar com certas posturas da sua cara metade que te incomodam e em que grau isso interfere na relação de vocês. Mas, como interação humana não é igual receita de bolo e que graças a Deus, existem pessoas de todos os tipos, cada um precisa lidar com a situação de acordo com as suas verdades. Até por que como diz o ditado: “Se conselho fosse bom ninguém dava” e “em relação de marido e mulher ninguém mete a colher”. E tenho dito!

Por: NSB

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Mulher: De coadjunte a protagonista. Estigmas ainda reforçam a ideia de sexo frágil

Nós mulheres sempre estivemos na cochia, na antesala desse espetáculo chamado vida. Tanto que, agora que deixamos de ser meras coadjuvantes e passamos a protagonistas da nossa história, não sabemos muito bem como administrar os dilemas dessa fase moderna. São conflitos internos que nos deixam divididas entre: priorizar a carreira ou a família? Apesar de pesquisas recentes afirmarem que nós buscamos um equiílibrio entre uma coisa e outra, na prática, isso não é bem assim. Existem mulheres e mulheres, algumas abdicam do sonho de ter uma casa em prol do sucesso profissional, outras deixam tudo pra trás em nome da família e há aquelas que transitam bem nessas duas esferas, em que normalmente coração e razão rivalizam entre si. De qualquer jeito, independente da escolha de cada uma, somos todas iguais, nem melhor nem pior. O ser mulher, talvez pela dádiva que é gerar a vida, tem a seu favor uma sensibilidade aflorada que a faz especial. Um olhar menos objetivo, mas não menos eficaz, sob conflitos de interesse, tão comuns em ambientes de trabalho. Isso também a torna singular no ambiente doméstico, administranto crises pessoais e alheias. E apesar de tudo ainda encontra tempo pra se fazer bela, pra ser confidente, companheira, mãe, conselheira. Mesmo assim há ainda quem a ostilize, dentro e fora de casa. Equiparação salarial ainda é um sonho do qual nós não abrimos mão, dismisficar a supremacia intelectual do homem em detrimento da nossa também não. Tem cabimento dizer que fulano ou beltrano é mais ou menos capaz por conta de questões sexistas? Isso é tão retrogrado quanto dizer que o mundo é quadrado, quando na verdade quadrado mesmo e antiquada é essa ideia. E o que dizer da violência física e emocial? Abusos sexuais são inaceitáveis, lembrando que assédio é crime e que tapinha de amor dói sim, e muito!
Fere o ego, a auto-estima, o nosso amor-próprio. Respeito é bom e a gente gosta, a regra é simples: não faça aos outros o que você não quer para si. É preciso uma consciência geral acerca desses valores distorcidos, disseminados e perpetuados no ceio das famílias. Sem apontar o dedo pra ninguém, mas chamando a uma reflexão pessoal quanto ao peso e medida que damos as coisas e as situações vividas. Uma mudança na conduta social coletiva só é possível a partir do reconhecimento franco e escancarrado daqueless comportamentos que ensejam e/ou incucam em nós esses valores morais abusivos e/ou preconceituosos. Extirpá-los, reconheço, não é fácil mas vale a pena tentar, lembrando que tudo começa pelo primeiro passo!

Por: Noriana Seefeld Behrend
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183-criminalidade
O QUE A CRIMINALIDADE CRESCENTE, TAMBÉM EM CIDADES PACATAS DO INTERIOR, REVELA?

Muitas coisas, dentre elas o descaramento dos meliantes que agora assaltam a luz do dia e em locais onde, é sabido, existe vídeo monitoramento. Isso já não inibe mais a ação desses azes da mão leve. Talvez pela certeza da impunidade, num país em que a lei deixa inúmeras brechas e no qual a bandidagem faz a festa, literalmente. Os presídios brasileiros acabam virando uma espécie de curso preparatório para o crime. É uma entra e sai descabido, que faz escola na pior acepção da palavra. É preciso que haja mudança tanto na mentalidade coletiva quanto no judiciário. E isso perpassa também uma mudança estrutural não só da lei, mas dos espaço que abrigam essas pessoas que vivem a margem. Sabe aquele ditado popular que diz: “Mente vazia oficina do diabo?” Retrata bem a realidade prisional no país, em que os direitos humanos são desrespeitados ao confinar num espaço mínimo um número excessivo de pessoas, sem ocupar o tempo delas de maneira proativa. O cidadão comum tem a mesma sensação de impunidade que impera no meio dos contraventores, só que neste caso pelo fato de sustentar pançudo depois dos mesmos levarem na mão grande o que batalhamos pra conquistar.

Autoria: NSB
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carnaval
O obalêlê já começou!

Sinal verde para alegria! Será?!
Nesses dias de folia o que mais se vê por aí é gente perdendo a linha. É a hora do pode tudo! E atrás da banda “só não vai quem já morreu”, mais ou menos isso!Por que se depender do quesito irresponsabilidade, nota 10 na avenida, logo – logo tem gente indo pro céu. Pois a diversão está associada a virar o caneco, a pegar geral e a sair por aí fazendo o que mais der na telha. Afinal, “a noite todos os gatos são pardos”.
E entre um rebolado e outro, entre um gole e outro, rola porradeira também. E o que era alegria vira choro. Mas, na quarta-feira de cinzas tudo volta ao normal, certo?! Nem sempre! Alguns ficam pelo caminho, no caminho de volta pra casa. Outros levam na bagagem também a ressaca moral, de quem fez tudo que quis sem pensar nas consequências.
E ainda dizem por aí que essa é a melhor expressão da cultura nacional. Então é isso que somos beberões briguentos, arruaceiros furnicadores e condutores assassinos? Acho que não!
Sim, somos jovens! Mas não eternos! Portanto, encarar com normalidade a forma como temos conduzido a nossas vidas não me parece uma boa opção, se é que há opção ou saída. Em alguns casos nem mesmo a de emergência resolve. Ou você ainda tem dúvida que a AIDS mata que aborto não é uma coisa legal e que álcool e direção quase sempre terminam em merda. Se liga! O país até pode ser do futebol, do samba e do carnaval, mas isso não quer dizer que você deva se sujeitar aos dribles no campo da vida e derrapar nas curvas de um corpo delgado, se deixando levar pela efervescência do momento. Viva um dia de cada vez, mas lembrando que há um amanhã, que pode não chegar dependo do que você fizer agora ou vir acompanhado de um plus, que fará você usar a fantasia de pai ou mãe pelo resto da vida.

Autoria: NSB

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Sus
Labirinto da Agonia

Nem sempre quando você se mobiliza, você recebe aplausos. Antes, crítica! Por que você incomoda, toca na ferida, mexe com o senso comum. Que geralmente foi inculcado em nós por outrem, de maneira a nos fazer crer que se trata de opinião legítima, tomando-a como nossa. Uma verdade absoluta, não sujeita a contrariedades, muito menos a indagações. O SUS (Sistema Ùnico de Saúde) é um bom exemplo disso, filas que se arrastam num sistema precário. E ninguém faz nada!

Tem cabimento ficar mais de quatro horas pra ser atendida numa consulta convencional? Isso, depois de ficar a espera dessa mesma consulta por cerca de sete meses. Tem gente que nasce antes disso, um absurdo!

Mas, quem liga? Certamente não aqueles que podem pagar por uma consulta particular ou tem plano de saúde. Ou ainda, são favorecidos por um tráfico vexatório de influências.
SUS, Sua Única Saída? Meu amigo, se for urgente, prepare-se para a cova! A vida um bem tão efêmero é tratado com indiferença, a medicina brasileira continua sendo curativa e não preventiva, pelo menos no SUS. O mais triste, tem gente que ainda tripudia e outros que ao invés de se revoltarem com a classe médica, pela sua completa inércia, ainda se penaliza com eles. Eles recebem, bem ou mal, pelo serviço prestado. Coitados somos nós que nos amontoamos em corredores imundos, que não temos assitência médica quando precisamos e somos tratados como números de série, sem o devido respeito! Perplexidade total!
Por: NSB
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Mente sana, corpore sano!

A expressão xeque mate que caiu no palavreado corriqueiro, e indica que algo terminou vem do xadrez. E os verbetes que nomeiam as peças do tabuleiro Rei, Dama , Bispo, Cavalo, Torre e Peão estão ligados à origem do jogo, que remete a época do feudalismo. Popular entre a nobreza e desconhecido dos vassalos, ainda na idade média, o jogo sobreviveu ao julgo do tempo e chegou à modernidade. Onde, aliás, guarda ainda uma íntima relação com o passado, quanto a sua popularidade. Isso por que enquanto é deveras praticado em países desenvolvidos como: Estados Unidos, China e Londres, ainda engatinha em termos de adesão no novo mundo. É fato, que isso vem mudando, no entanto, esse embate que exige muito raciocínio lógico e concentração está restrito a estratos sociais mais elevados. Santa Maria é percursora neste sentido, ao estimular sua prática nas escolas, utilizando o xadrez como prática pedagógica. E fazendo também do esporte um mecanismo de ressocialização dentro dos presídios capixabas. Uma vez que perpassa valores como autocontrole e disciplina em seu aprendizado.

Autoria: NSB
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ABSTENÇÃO ELEITORAL É ATITUDE DEMOCRÁTICA OU DETURPAÇÃO IDEOLÓGICA?

DADO OS ALTOS ÍNDICES DE VOTOS BRANCOS E NULOS NAS ÚLTIMAS ELEIÇÕES, CERCA DE 9,8%. DESDE A IMPLEMENTAÇÃO DO 1º PLEITO INFORMATIZADO, EM 1996, EM TODO O PAÍS. A QUE SE CONSIDERAR O POR QUE DISSO, TENDO EM VISTA QUE 3, 25% DOS ELEITORES VOTARAM EM BRANCO E 6,6% ANULARAM SEUS VOTOS. JÁ O PERCENTUAL DE ABSTENÇÕES (O NÃO COMPARECIMEN…TO) É O 2º MAIOR DA HISTÓRIA, EM SE TRATANDO DE SEGUNDO TURNO. ESTARIAM OS CIDADÃOS BRASILEIROS CANSADOS DE TANTAS PROMESSAS? DESACREDITADOS NA POLÍTICA, POR CONTA DOS CRESCENTES ESCÂNDALOS, COM DESTAQUE PARA O MENSALÃO? OU SIMPLESMENTE, CANSADOS DA OBRIGATORIEDADE DE VOTAR?

UMA FORMA LEGÍTIMA E DEMOCRÁTICA DE PROTESTO, NÃO?!! MAS, SERÁ QUE EFICIENTE?! AO QUE PARECE SIM, TENDO EM VISTA QUE ISSO PREOCUPOU A MINISTRA ELEITORAL CARMEM LÚCIA. NO ENTANTO, AINDA NÃO HOUVE UMA MOBILIZAÇÃO NACIONAL NESTE SENTINDO E MUITO MENOS UMA ADESÃO COLETIVA. ALGO NECESSÁRIO PARA PROMOVER MUDANÇAS NECESSÁRIAS. NÃO ESTOU AQUI INCENTIVANDO TAL PRÁTICA, MAS DE ALGUM MODO APOIO A CAUSA. AFINAL DE CONTAS, ACREDITO QUE OS MOTIVOS PARA TAL REAÇÃO SEJAM PLURITEMÁTICOS. POIS, EM LINHAS GERAIS, O QUE MAIS SE VÊ NO PAIS ATUALMENTE É A CERTEZA DA IMPUNIDADE POR PARTE DOS ‘DISTINTOS’ GOVERNANTES, LEGITÍMAMENTE ELEITOS.

A SENSAÇÃO GERAL É QUE, NO FINAL DAS CONTAS, TUDO ACABA EM PIZZA. NÃO RARO, O CIDADÃO É FEITO DE PALHAÇO AO ASSISTIR ‘CALADO’, DIGA-SE TAMBÉM ESTARRECIDO, AO NÃO CUMPRIMENTO DOS PRECEITOS BÁSICOS DA CONSTITUIÇÃO. E EM CONTRAPARTIDA A ‘FESTA’ COM O DINHEIRO PÚBLICO. É PRECISO POR UM BASTA NISSO! FISCALIZAR DE PERTO E COBRAR DOS POLÍTICOS ELEITOS AS PROMESSAS DE CAMPANHA JÁ SINALIZA UM IMPORTANTE PASSO DE CONSCIENTIZAÇÃO. ATÉ POR QUE, O QUE ESTÁ EM JOGO É O BEM ESTAR COMUM. UMA SOCIEDADE ONDE IMPERA A CORRUPÇÃO E AS PRIORIDADES DE GOVERNO ESTÃO DISTORCIDAS NÃO PODE DE FORMA ALGUMA CAMINHAR RUMO AO PROGRESSO, ANTES A ESTAGNAÇÃO OU AO ENRIQUECIMENTO ÍLICITO DE ALGUNS EM DETRIMENTO DE MUITOS.
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Os avessos de um político tipicamente brasileiro

O militante mais ativo do partido trabalhista hoje faz aniversário.
Figura íconica dentro do cenário nacional, Luís Inácio Lula da Silva, desenpenhou um papel importante frente ao PT; Quando o mesmo era tido como um partido de esquerda. Pois dentro do contexto político o que se tem visto, principalmente, nos últimos anos é uma homogeneizaçã…o na gama extensa de siglas políticas.

Um fato que comprova isso, foi a recentente associação entre PT e PP, a fim de emplacar a candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo, representada pela personalidade polêmica de Paulo Maluf, ex-prefeito da capital paulista. Ele que virou sinônimo de corrupção no Brasil, dados os diversos escândalos no qual se envolveu ao longo de sua carreira política. É clara a distinção entre o Lula, líder sindical da década de 60 e o Lula, que durante duas gestões esteve a frente da presidência da república. Ele ganhou as eleições com a promessa de promoção social, principalmente. Sob uma aparência repaginada— bem mais populesca e diplomática — construída com a base em um forte esquema de publicidade, orquestrada por Duda Mendonça ele logrou êxito sobre o outro candidato do PSDB, José Serra. Fato histórico e bem distinto ao assistindo em embates posteriores. Principalmente, se relembrarmos as eleições de 89, quando disputou a presidência da república com Fernando Collor de Melo. Naquela ocasião ele não conseguiu conquistar a simpatia do eleitorado, até por que uma das maiores empresas de comunicação do país fez campanha velada para o adversário, enaltecendo toda a sua jovialidade e vigor. E o Brasil, teve de amargar, tempos depois, o impeachmentdesse mesmo paladino da moralidade pública.

O governo Lula recebeu muitas críticas ao longo de sua trajetória, em especial pelas acusações de corrupção feitas a sua equipe de governo. José Dirceu, Delúbio Soares e José Gunuíno, foram execrados pela opinião pública e acabaram caindo. Fato que respingou e/ou abalou a cúpula do PT. No entanto, é inegável a popularidade que seu governo conquistou junta a população. Isso talvez se deva a importantes projetos socais viabilizados (mas não necessariamente formulados) em sua gestão. Prova disso são programas como o Bolsa Família e o PROUNI. Mesmo essas iniciativas receberam críticas, pois não houve, respectivamente, incentivos no sentido de promover a oferta de emprego — sendo assim necessário dar o peixe ao invés de ensinar a pescar — e nem de melhorar o ensino público fundamental. No entanto, a aprovação do governo Lula, senão é unâmime ao menos é majoritária. Pois sua candidata a presidência da república ganhou as últimas eleições e também fez história. No caso de Lula por se tratar de um ex-metalúrgico de origem humilde e com pouca escolaridade. E no caso de Dilma Rousseff por ser a primeira mulher a ocupar o mais alto posto na política brasileira.

Por: Noriana S. Behrend
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Praça, um espaço cada vez mais homogêneo.

Antigamente, quando uma pessoa era vista como boa gente, pelo grupo social, dizia-se que ela era boa praça. Uma expressão que caiu em desuso, assim como a representação que a praça, em si, exercia junto a sociedade. Era ela responsável pelos contatos sociais estabelecidos entre membros dessa comunidade. Sendo determinante também no fluxo de crescimento em seu entorno e no reconhecimento de pertenc…imento àquele grupo. Ali se estabelciam contatos culturais importantes, fundamentais na manutenção de traços inerentes e distintivos daquele núcleo social. A globalização apesar de extreitar, a priore, as distâncias tem cada vez anulado tais referências, universalisando-as. E por que não dizer, nos pausterizando.
Tanto é, que a praça servia, anteriormente, como marco e/ou eixo diretivo. Uma éspecie de norte para as diferentes comunidades. A medida que isso se perde vai-se também parte da nossa individualidade coletiva. O que significa dizer que estamos cada vez mais padronizados,
e com isso se vai também algo precioso a humanidade, a diversidade cultural. Capaz de projetar nuances ímpares das comunidades, ou mesmo, de impedir que elas sejam replicadas, perdendo assim a sua relevância.

Autoria: NSB
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Fenômeno Nacional!

Avenida Brasil foi uma novela que fez história, literalmente falando. Marcando não só a teledramaturgia brasileira, mas gerando uma verdadeira comoção nacional. A cartase social ali exposta apresentou diversas facetas dessa nossa pátria amada. Colocando em cena os nossos avessos e provando, por A mais B, que o bem e o mal coexistem dentro de nós. E que, hora ou outra, podemos e…xteriorizar o que temos de pior. A projeção ante a personagens como o mulherengo Cadinho e a piriguete Suelen, demonstram bem a nossa realidade, em que novos arranjos familiares tem surgido e para o qual não adianta fechar os olhos. A novela trouxe a tona diversas situações para as quais ainda ainda somos insipientes, como a relação homoafetiva e entre pessoas de diferentes idades. Bem como, a ambição desmedida de personagens como a inescrupulosa Carminha e o cafajeste Max. Vítimas do esfacelamento familiar. No entanto, nesse mesmo contexto de vingança emergem personagens como a mãe Lucinda, que vão na contramão e são bons exemplos de doação e solidariedade. A dura realidade de um lixão é aplacada pela brilhante atuação de Vera Holtz, que consegui alinhar delicadeza e doçura a um ambiente inóspito e hostil, criando elos com o telespectador. São muitos os nuances presentes nessa produção que fizeram dela esse tamanho sucesso: um elenco de primeira, um texto muito bem construído por João Emanuel Carneiro, personagens marcantes e trilha sonora cativante, fizeram surgir essa analogia com a nossa realidade . Não é sem razão que ela mobilizou o Brasil em torno do mistério: quem matou o Max? Discussão que ganhou as redes sociais, tendo como pano de fundo à saga da personagem, politicamente incorreta, Nina. O arremate final pode ter sido frustrante para alguns telespectadores, mas, nem mesmo assim tira o mérito da novela ter se mantido no topo ao longo de toda à sua trajetória. Já deixa saudades!

Autoria: NSB
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Fora de (O) padrão

A mídia, em geral, vive estipulanndo padrões de beleza SURREAIS para a maioria de nós, meros mortais. E isso interfere na maneira como o ser humano passa a enxergar si mesmo, com uma lupa que distorce a realidade e gera angustia e sofrimento. O mundo, partindo dessa premissa, estaria dividio em dois pólos distintos: Um concreto e outro irreal, criado e difundido pelos meios de comunicação. Quando na verdade, esse tipo de discussão perpassa muitas outras questões adjacentes. Como o fato de haver uma grande parcela da população, em termos globais, sujeito a extrema desnutrição. Enquanto outra, encontra-se acima do peso, em níveis bastante preocupantes, diga-se de passagem.

Não só a fome mata no mundo, mas também a obesidade. Inclusive, várias pesquisas dão conta disso.Nunca se viu tantos casos de anorexia e buliminia. Mesmo, entre aqueles, que servem de modelo para sociedade em geral, como personalidades do cinema e da teve. Ideias absurdas como eterna juventude são difundidas como algo que deve ser aspirado por todos. Até se fala em qualidade de vida, no entanto, muito mais em manter-se jovem por mais tempo. E vale tudo nessa corrida maluca, até se submeter aos tratamentos mais estapafúrdios possíveis, como injetar veneno de abelha e cobra para manter o viço da pele.

É preciso haver um mínimo de critério na hora de buscar por esses tratamentos estéticos. Sob o risco de comprometer a saúde não só física, mas também psicológica.

Autoria: NSB
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Ontem, o Brasil assistiu a um dos melhores exemplos de democracia. As eleições municipais 2012 transcorreram tranquilamente, fora uma ou outra intercorrência sem grande importância, a nível nacional. Como a prisão por boca de urna, uma nova modalidade de voto de cabresto em São Paulo e a substituição de algumas urnas eletrônicas em todo o país, inclusive no estado. No mais, o que se viu foi o exercício genuíno de cidadania, até mesmo de quem não precisaria, pela lei, participar do pleito. Dona Maria Dália da Silva, de 101 anos, moradora de Guarapari, que o diga. Ela virou notícia no estado do ES, justamente, pela sua força de vontade e clara percepção social. O voto consciente é uma das ferramentas mais eficientes para promover mudanças junto à sociedade. É preciso deixar claro que quando um político inapto se elege quem perde somos todos nós. Portanto, é preciso pensar antes de tudo na coletividade, no bem comum. E não em favoritismos, que no fundo só servem para promover a derrocada seja em esfera municipal, estadual ou nacional. A voz da maioria reflete os anseios da população, não há dúvida, o que se espera partir de então, é que os prefeitos e vereadores eleitos façam jus ao voto de confiança dado a eles nas urnas. Fica a torcida e a nossa responsabilidade em fazer valer o que foi dito em época de campanha, estar atento ao que consta no plano de governo e fiscalizar o andamento desses projetos na prática. Deixar a rivalidade de lado, pois, vale lembrar, temos todos o mesmo ideal: A busca por mais qualidade de vida no campo e na cidade. E o respeito ao próximo reflete não só civilidade como também educação. Que as discussões de aqui por diante estejam assentadas e/ou embasadas em filosofias dignas e ordeiras. Buscando sempre a inclusão social, a quebra de preconceitos, a priorização da educação, a segurança e a mobilidade pública, o fortalecimento da economia e o amparo a saúde.

Autoria: NSB

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Qual o limite entre o público e o privado? Até que ponto vale se expor na internet?

Incrível como o limiar entre o público e o privado está cada vez mais sutil. E na esteira dessa onda megalomaníaca, as redes sociais se apresentam como uma ferramenta de projeção eficiente. Engraçado observar que enquanto figuras públicas brigam por preservar sua intimidade os anônimos tem aberto cada vez mais sua vida pra quem quiser ver, curtir e/ou compartilhar. É uma avalanche de posts dos mais diversos assuntos. Mais parece uma corrida desenfreada em busca de notoriedade, nem que seja passageira. Alguns estudos apostam que essa super exposição no fundo tem a ver com uma carência, consciente ou não. Uma necessidade de aprovação pelo grupo social e a afirmação de seus valores pessoais.

Quem se aventura por esse mundo digital é bombardeado por uma série de informações e esse acesso indiscriminado e sem fronteiras tem aberto espaço para os crimes cibernéticos. Ridicularização, propaganda publicitária e governamental dividem o mesmo espaço, mas nem sempre de maneira pacífica. Não se trata de expor apenas pontos de vista ou certas predileções, muitos se valem dessa ferramenta de maneira excusa. Nesses tempos modernos o feed de notícias, nosso de cada dia, serve também de divã. Um lugar pra chamar de seu, pra exprimir suas angustias e frustrações. A democratização vista em meio digital é algo fora do comum, mas demanda ainda muita reflexão. Pois tem mudado o nosso jeito de se relacionar com o mundo real. Será que de fato estamos mais conectados ou isso é mera ilusão? Quais serão os efeitos futuros que isso vai gerar na sociedade? Estaremos nós cada vez mais isolados em nosso ‘mundinho’ particular? Será esse universo mágico capaz de mudar o rumo das relações sociais? Será que a internet continuará sendo essa terra de ninguém?

Ao que parece não, a constituição tem procurado se adequar a essa nossa realidade global, punindo severamente por crimes cometidos na rede. Mas as leis ainda engatinham nessa questão. Não raro, assistimos ao vazamento de vídeos e fotos comprometedoras dos famosos. Sites governamentais e grandes empresas também são invadidas por hackers. Portanto, se proteger minimamente, pode evitar muitas dores de cabeça. É bom ficar ligado!

Autoria: NSB

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